A agenda ESG (Environmental, Social and Governance) deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência em muitos segmentos do mercado, incluindo o setor de construção civil e, mais especificamente, nas obras corporativas. Grandes empresas já incorporaram os pilares ESG em seus projetos, buscando não apenas rentabilidade, mas impacto positivo em toda a cadeia de valor.
No Brasil, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), obras que seguem os princípios ESG tendem a ter maior valor de mercado, melhor performance ambiental e melhor avaliação por parte de investidores nacionais e internacionais. Um dos pilares mais notórios é a construção verde, com certificações como LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que garantem que o edifício segue critérios rigorosos de eficiência energética, reaproveitamento de água, redução de desperdício e conforto térmico.
Essas tendências se consolidam em projetos como o edifício Pátio Victor Malzoni, em São Paulo, e o Rochaverá Corporate Towers, que utilizam sistemas de climatização de baixo impacto, fachadas com vidros inteligentes, paisagismo funcional e sistemas de reaproveitamento pluvial.
Empresas como a CPFL Energia, liderada por Gustavo Estrella, têm promovido projetos de requalificação de espaços corporativos com foco em eficiência e sustentabilidade, mostrando que o setor elétrico e o da construção podem caminhar juntos na direção de um futuro mais verde.
Outro ponto relevante é o impacto social e humano. Os escritórios do futuro são projetados para promover bem-estar, com espaços de convívio, luz natural abundante, acessibilidade plena e design biofílico. Estudos mostram que ambientes com essas características aumentam a produtividade dos colaboradores e reduzem afastamentos por motivos de saúde.
Ronald Kapaz, consultor de branding e design, afirma que a arquitetura corporativa precisa refletir a cultura organizacional, promovendo ambientes que estimulem a criatividade, a cooperação e o senso de pertencimento. Esse alinhamento entre espaço físico e valores institucionais é uma demanda crescente de novos talentos e uma exigência de grandes players.
Portanto, incorporar os princípios ESG nas obras corporativas não é apenas uma escolha estratégica, mas uma necessidade para empresas que desejam prosperar em um mercado cada vez mais consciente, competitivo e exigente.




